Insignificância humana

Dezembro 8, 2007 por mundonegro

Estou sentado à porta de uma loja a ouvir o meu mp3,o meu refugio ao mundo,e observo as pessoas a passarem,na sua habitual correria,ate que vejo passar um homem na casa dos 30 anos,alto,bem parecido,vestindo fato e gravata,e deslocava-se de maneira suave mas decidida,eu observei-o até onde a vista alcançava,o mundo parecia depender e girar em torno dessa pessoa,até que quando deixei de o ver,vi que não havia a mais insignificante prova que tal pessoa tinha passado ali,foi como se ele nunca tivesse ali estado. O que me fez pensar na insignificância que nós somos,nós nascemos,crescemos e morremos mas o mundo não pára,nem abranda sequer… Aquela pessoa podia ter morrido 5 min depois que ninguém saberia,apenas daria pela falta dela quem convivia com ela todos os dias,de resto… Para quê guerras,fome,sofrimento e dor? Nós passamos umas pequenas férias neste mundo,que têm de ser aproveitadas! Para quê o mal que se faz? Para se morrer e desaparecer tudo? Ou para o mundo se lembrar de nós? Aquela pessoa éramos nós… Nós passamos e desaparecemos sem deixar rasto. Por isso aproveitem bem a vida e curtam ao máximo!!!

O que sou?

Dezembro 8, 2007 por mundonegro

O que sou?

Sou o bem e o mal,

sou a mente macabra e o coração puro,

sou a ordem e a desordem,

sou  a bondade e a maldade,

sou o amigo e o inimigo,

sou o que dá a vida e a tira,

sou a revolta e a calma…

Não sou o que a sociedade quer que eu seja, eu sou o amigo bondoso e compreensivo,tal como sou o inimigo vingativo e raivoso,dupla personalidade? Talvez não… Louco? Depende da definição… Eu sou uma pessoa normal que não esconde e explora o seu lado mais negro,lado esse que todos temos,apenas o escondemos por medo e  por preconceito social. Não sou assassino,nem violador,nem pedófilo,nem ladrão… O conhecimento do meu lado negro tornou-me calmo,simpático e divertido,mas sei os meus limites,conheço a minha mente… Uma mente macabra e maquiavélica,mas isso não me torna mau,apenas…Diferente! Os serial killers são doentes mentais,os assassinos nervosos,os pedófilos monstros,os violadores psicopatas e os ladrões gananciosos.Eu não mato,não violo nem roubo. A minha mente torna-se complexa com o passar dos anos e a assimilação de conhecimento,o lado negro fascina-me e atrai-me sem me tornar mau… Se lerem este texto antes de me conhecerem será que teriam essa opinião? Não,fugiriam de mim…  É o preconceito e o dogmatismo no seu auge… Sou normal,trabalho,sou casado,como,bebo,respiro,vivo… Apenas conheço o meu lado negro…

Afinal,o que sou?

E tu? O que serás?

Medo

Dezembro 8, 2007 por mundonegro

A coragem não é a ausência de medo,é a capacidade de o dominar…

Consigo dominar o meu medo em quase todas as ocasiões,mas onde me dá mais luta é no escuro.
Quando por algum motivo a luz dá origem ao breu, o meu corpo transforma-se,na ausência de luz eu fecho os meus olhos e respiro levemente,na tentativa de amplificar os meus outros sentidos,uso as minhas mãos como um cego usa a bengala,as minhas passadas são lentas, a minha mente trava uma luta desigual contra o medo e o pânico,tudo é sereno… Até que um outro sentido entra em acção,não sei que nome lhe dar,é o chamado 6º sentido,eu sinto quando alguém me esta a observar,às vezes sinto desconforto sem razão aparente,a esse sentido eu posso chamar o sentido da sensação. É na pura escuridão que esse sentido dá uma vantagem ao medo,enquanto estou a criar um mapa mental do sitio onde estou,sinto-me observado,ou sinto um bafo ou oiço um som que não identifico,nessa altura o medo ganha e conquista-me,fico quieto sem me conseguir mexer,a minha respiração fica mais forte,o batimento cardíaco aumenta instantaneamente,o corpo treme e transpira. Que faço? Deixo-me estar quieto a espera que haja luz? Tento sair dali o mais depressa possível? O pânico alastra no meu corpo,não consigo pensar no que fazer. A luz volta a brilhar,como um anjo em meu socorro,o meu corpo acalma,mas continua em alerta,que se passou? Não tenho memória visual do que se passou,apenas do que senti,procuro em meu redor a causa do meu pânico,não vejo nada,que seria? Um espírito? Uma alma que ali vagueava? Ou apenas um truque da mente? Nunca saberei… Apenas me interrogo,será que da próxima que tiver que enfrentar o medo na escuridão irei vencê-lo? Será que esse sentido sem nome próprio me irá ajudar ou ajudar o medo?
Não sei,terei que esperar,e ir treinando a minha mente para o próximo duelo.

Primavera Negra

Dezembro 8, 2007 por mundonegro

“He who makes a beast of himself gets ride of the pain of being a man”
Dr. Jonhson

Raios de sol cor de fogo acordam-me do meu leito de morte,cancões funebres entoadas por todos os pássaros anunciam a chegada da primavera,uma primavera diferente,uma primavera macabra e sem cor… Enquanto tento acordar,sinto o calor a invadir o meu quarto como se tivesse entrado no Inferno,levanto-me sereno e descontraido,abro a janela do meu quarto,e um cheiro alastra e penetra nas minhas narinas,um suave cheiro a podridão e decomposição,espreito pela janela do meu quarto e vejo o sol a lançar seus raios solares de uma maneira tão intensa como se quisesse pegar fogo à terra,animais mutilados brincam e festejam a chegada da primavera,não vejo seres humanos vivos,apenas cadáveres, de quais diversos animais se alimentam num festival grotesco. Visto-me de preto e escondo a minha cara. Preparo-me para sair e enfrentar aquele mundo horrivel e hediondo. Assim que saiu de casa sinto que algo estranho se passa,sinto-me bem e confortável naquele sórdido e repugnante mundo,chego à conclusão que o mundo perfeito assume as formas de quem o vê e não um conjunto de regras estipuladas. Passeio no meio da morte e pequenos animais andam ao meu lado como se tentassem proteger-me de algo… À minha frente um ser humano é apanhado por uma matilha de cães que o comem vivo e se festejam enquanto lhe arrancam pedaços de carne e lambem o seu sangue,esse ser humano enquanto é torturado solta gritos de angústia e sofrimento,e eu, sem querer, não consigo disfarçar um pequeno sorriso maquiavélico e sigo o meu caminho… A humanidade é devastada pela primavera. Enquanto ando apena vejo membros despedaçados e poças de sangue coagulado. O dia dá lugar à noite,o frio invade o meu corpo,sinto arrepios comos se 1000 espiritos me circulassem,é tempo de voltar a casa,faço o caminho inverso,criaturas nocturnas aparecem de todos os buracos e olham-me como se eu fosse mais uma presa,mas depressa se apercebem que eu não sou como os outros,sou diferente. Chego a casa satisfeito e cansado,e deito-me… Feliz… Desejoso que chegue o dia de amanhã,porque descobri que essa primavera negra não é apenas passageira,é mental e eterna como a morte. É a minha primavera,é o meu mundo,o meu consciente e subconsciente… Porque a beleza está nos olhos de quem a vê.